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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Mim quer tocar. Mim gosta ganhar dinheiro ♫

E é nessa energia que a gente segue. Com mais uma filosofia de botequim, para a alegria de vocês.
Boa noite pra você que tá nessa sexta em casa com chuva. Já que não pode sair, que tal ler um texto super legal ? Melhor que isso, só dois disso! E você que vai sair pra curtir as baladas da vida, dá tempo de ler também. Hoje o papo é sério. Ou pelo menos tentará ser.

A história é a seguinte. A maioria das pessoas sabem da minha revolta com o cenário underground carioca. Pra vocês que acham que aqui é uma maravilha. Seus sonhos dourados são destruídos agora. É um dos piores que existem. Isso se não for o pior. 

Com essa coisa toda de pesquisar sobre bandas novas, você acaba conhecendo sobre o cenário da música de cada região. Posso dizer ? Eu simplesmente admiro o pessoal do Nordeste!
Sem dúvidas, é o lugar que mais tá crescendo e o mais legal, é ver as bandas se auto revelando. Assim, elas progridem. mas, aqui ? É cada um comendo o outro. E é disso que as casas de show se aproveitam.

Pode não parecer, mas a terra do Funk e do Samba também tem música de gêneros diferentes. E músicas MUITO boas. Mas, que passam despercebidas pelo fato das pessoas não quererem conhecer. E a pouca massa consumidora, não é suficiente para as casas de show começarem a dar uma chance pra essas bandas.  Procês terem uma ideia.

Eu, na minha inocência, achei que essa história de casa de show que cobra "ajuda de custo" da banda tinha acabado. RÁ! Quem dera fosse. Triste realidade. Pensa comigo.
Se uma banda tá começando agora, ela tem pouco capital inicial. E o pouco que ela tem, ela quer investir nos instrumentos, na divulgação e no aprimoramento dos músicos, certo ? Donde é que eles vão tirar dinheiro, pra poder pagar pra tocar ? Aliás, da onde surgiu essa ideia ?

As vezes eu acho que esses donos de casas de show, que resolvem abrir as portas para as bandas do underground, tem uma concepção diferente do que é ser músico. Talvez achem que não é uma profissão, apenas um divertimento. Em que ele vai pagar, se divertir, divertir os outros e pronto. Tá tudo feliz. Ok, terá um retorno. Mas, sabemos que talvez não seja tão grande.

Então, galera do underground. Para com essa filosofia de pagar pra tocar, que aí os donos de casa de shows, vão começar a tomar vergonha na cara. Qualquer coisa, tocar nas praças públicas com uma guitarra nas mãos e o necessário pra seguir ( vivendo do ócio feelings). Mas, é sério. É uma puta de uma sacanagem, os caras já terem um mercado precário e ainda cobrarem por isso. Tinham mais, é que se sentirem os reis da cocada preta, por terem pessoas com talento, querendo tocar em seu estabelecimento, e assim, fazer ele ganhar dinheiro. E fazer, as pessoas que não conhecem e que não sentem vontade de conhecer, começar a sentir essa vontade. Porque, além de bandas boas, a gente precisa de uma massa que consuma isso, e para a minha infelicidade, aqui isso é minoria. Como conseguir trazer bandas de fora, se o cenário não abrange nem as suas ?

Enfim, essa é a minha revolta. Vamos, gente! Precisamos valorizar o que a gente tem. A nossa cultura. Beleza, as coisas lá de fora são boas. Muitas dessas bandas se espelham em bandas internacionais. Mas, antes a gente tem que se ouvir também. Fazer propaganda das bandas dos amiguinhos. Enfim.

Deixo esse momento de reflexão pra vocês. Se quiserem conversar, só passar no meu escritório. Lembrando, que se tiver alguma banda que vocês queiram ver por aqui, é só nos dizerem. E se tiverem, algum amiguinho que perturbem a vida de vocês, pra ouvirem bandas de nomes estranhos, ouçam! Essas geralmente são as melhores,e  vocês não se arrependerão. Olha a voz da experiência falando hahaha.

É isso, pessoas. Vou me por aqui. Boa noite pra vocês que tão indo pra balada. Juízo por aí, ok ? curtam a madruga boladona com moderação.

Beijos da Gorda,

Sarah Azevedo.

PS: A quem desejou feliz aniversário pra minha pessoa ou foi lembrado pelo facebook. Valeu, crianças! O que vale é a intenção. Tô aceitando os presentes até o natal.

sábado, 3 de novembro de 2012

Não conheço a verdade não. Mas, me acho o rei ♫

Ou melhor, a rainha. Porque né.
Boa noite pra você que vai fazer ENEM! Boa madrugada pra você que é um filho da mãe com sorte e que não vai fazer! Infelizmente, a realidade da madruga boladona de hoje é: Você tem que passar no vestibular ♫ Ou virar hippie e tocar violão na pracinha. Essa é a minha filosofia.
Então, pra poder desestressar... Não tema, pois com o Desurindo não há problema! òia que frase legal e clichê pra ir parar na redação ?! Chega mais, que aqui vai uma dica pra você ficar na vibe antes dessa merda, ou durante, ou depois. Quem manda é freguês, tem frescura não.
Pois é. Tô falando do som da Banda Os Dentes. Banda carioca (mais uma pra eu poder dizer que essa população carioca não tá perdida) que tem um som hiper contagiante, que faz com que você queira cantar, mesmo não sabendo a letra.

Acho que de todas as bandas que conheço, essa foi a que chegou mais ao acaso. Estava eu, de boa na lagoa no Twitter, e vi o perfil da Oi Novo Som postando sobre eles. Tava fazendo trabalho, entediada, quase dormindo e resolvi ir ouvir o som dos caras. A primeira música que ouvi ? "Bom pra você." Ouvi as primeiras frases e pensei: Cacete, vou ter que cobrar os direitos autorais! Foi feita pra mim!

Tô achando que vou viver de cobrar direitos autorais. Porque, o que tem de música boa por aí que parece resumir minha vida, não tá no gibi. Aí, tá vendo ? Mais uma opção para o caso de não passar no vestibular.

Mas, enfim. Os integrantes da banda Rudah Guedes (vocal/guitarra), Tarso Barreto (batera), Kayan Guter (baixo) e Gus Levy (vocal/guitarra), me receberam em sua casa, ou melhor via e-mail e batemos um papo bem legal. Como eu não sou egoísta, vocês conferem logo a seguir:

Então, me digam. Como vocês se conheceram ?
Somos uma banda de 4 pessoas. Gus (Guitarra e Voz), Rudah (Guitarra e Voz), Kayan (Baixo) e Tarso (bateria). Gus já tinha tocado com Tarso em outra banda. Com 17 anos entrou no colégio de Kayan e Rudah e lá se conheceram.

- Como cada um descobriu que queria tocar algum instrumento ?
R: Acho que no caso de todos nós foi algo que rolou naturalmente.  Os 4 sempre tiveram a musica muito presente em suas vidas. Acho que todos nós com 11, 12, 13 anos tocávamos guitarra ou violão. Com o tempo alguns foram mudando de instrumento.

- Afinal de contas. Por que dar a banda o nome de Os Dentes ? Alguém com medo de dentista ou algo do tipo ?
R:Os Dentes não foi um nome que nós escolhemos. Um grande artista e amigo chamado Ericson Pires que nos deu esse nome. Ele achou que o nome combinava com a gente e assim ficou. Ericson era professor, escritor, bailarino, faixa preta de jiu jitsu, entre outras coisas; infelizmente nos deixou em março deste ano.

- Lembram se como foi estar em palco pela primeira vez ?
R: A nossa primeira apresentação foi no lançamento do livro de poesias que o Gus lançou em 2008, chamado ‘’Vaga Mente’’.  Por se considerar mais músico do que poeta, ele resolveu chamar alguns amigos pra tocar algumas de suas musicas e foi assim que a banda começou.

- Se houver algum problema técnico em palco... Como lidar ?
R: A gente ainda está aprendendo a lidar com esse problema. Mas de vez em quando isso acontece e o nosso baixista Kayan puxa a linha de baixo de Billie Jean do Michael Jackson, e o nosso baterista Tarso acompanha com a bateria até o problema ser resolvido.

- Qual o maior mico que já pagaram ?
R:  O maior mico que nós pagamos provavelmente foi tocar alguns coveres de Rock Clássico para uma série de pais e avós (completamente atordoados com o barulho) em uma festa de criança de 6 anos.

- Como é ser uma banda de rock independente, no Rio 40 graus ?
R: Em primeiro lugar eu responderia que é difícil. O Rio pode ser uma cidade muito bonita e interessante mas pro Rock Independente é decadente.  As casas de show quase não existem e não se tem muito espaço nem público para bandas independentes.  Mas analisando por um outro lado é incrível ter uma banda de Rock e morar no Rio ao mesmo tempo.
- Acham que a internet tá aí pra ajudar o cenário underground ? Que ela facilita a vida dessa galera que tá chegando agora ?
R: Sim. Sem dúvidas. A gente considera a internet importante em diversos ambitos alternativos. Não se limita a ser importante para a música, a informação em geral que se tem acesso é importantíssima. A mídia em geral não dá espaço pra informação inteligente. Com a música e com todo universo cultural não é diferente.
- O que vocês tem como influência ? O que curtem ouvir nas horas vagas ?
R:  Essa pergunta é muito difícil; Nós 4 ouvimos de tudo e cada um com suas peculiaridades; Inclusive gostamos de diversos estilos diferentes, mas em geral  Rock e Mpb são os gêneros que mais escutamos;  Mas vou citar 4 influencias só pra não ficar sem responder. Jorge Bem Jor, Gilberto Gil, Rage Against the Machine, Radiohead.

- Sempre que ouço a música "Bom pra você" costumo dizer que esta foi feita para mim. E todos que a escutam, dizem o mesmo. Afinal, qual a história dessa música ? Quem compõe mais na banda ? Qual é a maior inspiração pra tocar ?
R: A musica ‘Bom pra Você’ é  uma musica que o Gus fez sobre ele mesmo para uma ex-namorada. Gus e Rudah são os compositores da banda.  Neste primeiro CD, das 11, Gus assina 8 músicas, uma delas com Rudah. Rudah assina 4. A gente se inspira nas nossas vivências e em tudo que nos rodeia.  O que a gente ouve, o que a gente vê, nos nossos amigos, nossa cidade. Isso tudo a gente tenta transformar no nosso som.

-Quais os próximos projetos da banda ?
R: Por enquanto a gente está gravando um clipe e pretendemos lançar um CD no ano que vem que reúna todas as nossas versões de musicas da velha MPB que transformamos pro nosso som; Já estamos começando a trabalhar algumas musicas para um segundo CD, mas as gravações só devem começar a acontecer mesmo a partir do segundo semestre do ano que vem.

E foi nesse clima gostoso, de friozinho da montanha, ou melhor, de calor de bafo de leão, que a gente terminou nossa conversa. Eu, claro me sentindo a própria Marilia Gabriela, e me tornando cada vez mais fãs desses caras. A você que ficou curioso, e quer saber mais sobre a banda, é simples. Só parar de ser preguiçoso, clicar aqui e ser feliz. Melhor que isso, só doce de maria mole! E como eu sou boa, vou deixar vocês com mais uma música dos meninos. 
E é assim que despeço me! Vamos trocar uma ideia sobre o ENEM semana que vem ? E aproveitando, se tiver alguma banda que cês queiram ver aqui, é só mandar sinal de fumaça! Estaremos sempre ligados.

Então é isso. Até mais, minha gente.
Beijos da Gorda,
Sarah Azevedo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Filosofia de Botequim: Vamos Comemorar ♫

Não fique triste, um novo dia sempre existe ♫ Ainda bem. Ou infelizmente, quando se trata de lembrar que o ENEM tá chegando. Que merda!

Mas, enfim. Boa noite pra você nessa segunda feira entediada. Está começando mais um filosofia de botequim. Por isso, você que não tem mais o que fazer, e clicou no link e veio parar aqui, parabéns! Vai poder ler um monte de coisa que talvez não irá mudar a sua vida, mas poderá te tirar do tédio. Ou não. Mas, enfim. chega mais.

Tô há algum tempo sem aparecer por aqui, e parece que os outros bofes também. Depois rolará reunião, e o bicho vai pegar. Como se eu mandasse em alguma coisa. mas, isso não vem ao caso.

Também tô sem assunto. Então, a gente segue na vibe do que pintar, blz ? Então, seguinte. Deixa eu contar procês. 

Parece que hoje é dia nacional do livro. Mas, mano. eu sempre aprendi que esse dia era dia 19 de abril. Será que fui enganada mais uma vez na minha vida ? Não, porque parece que minha vida foi uma mentira. Cabral não descobriu o Brasil, e D. Pedro não gritou " Independência ou morte!" Mais o que vocês tem pra dizer pra mim que é de mentira ? Além da nossa democracia. Mas, isso são outros detalhes.

Então, pra você que como eu, adora se afundar dentro de inúmeras páginas, seja de dia, de tarde, de noite, na madruga boladona... A qualquer hora... te dedico esse dia! E o dia 19 de abril também, que é pra gente fingir que eu não fui enganada. Que consigamos ler todos os livros que queremos, e que a Travessa e a Cultura fiquem mais baratas. E que o Submarino realiza suas promoções quando estivermos com dinheiro!

E por falar em comemorar... Eu não poderia deixar de mencionar que hoje um certo velhinho fica mais velhinho ainda. Ele é careca, usava um chapéu horroroso, mas resolveu aceitar Jesus e tirar aquilo da cabeça dele. É baixista de uma das melhores bandas de rock do Brasil e um dos pioneiros do rock de Brasilia. Se você chutou que é Flávio Lemos... Passe em dos nossos pontos de venda e garanta sua Bala 7 Belo! Então, não passe. Eu sei que você chutou um monte de nomes, menos o dele u.u

Pois é, crianças. Hoje o Sr. das 4 cordas capitalianas sopra mais uma velinha no seu bolo. 49 ao todo. E o que o Desurindo deseja pra ele ? 

Que ele possa continuar em cima dos palcos fazendo a alegria de muita gente por aí. E que, por mais que eu o chame de velho, ele saiba que no fundo, bem lá no fundo, ainda existe aquele garotinho que curtia ver estrelas e viajar na vibe delas. Ele é como uma estrela. Daquelas que é preciso muita vontade de querer enxergar, mas que quando conseguimos, garantimos o melhor espetáculo já visto. Muita saúde, já que ele tá chegando numa idade difícil. Sucesso ? Essas coisas ele não precisa, mas a gente deseja assim mesmo! Que venha sempre em dobro. Dinheiro ?! Isso quem tá precisando sou eu, mas a gente deseja também, já que nunca é demais. Disposição também é preciso. Paciência ? Ele é o Rei dela! Além de se auto proclamar o rei de muitas coisas por aí, mas isso é só balela. Agradecemos por ter criado uma das melhores bandas de rock brasileiro e por criar também muitas músicas, que eu sei que com certeza, já foram trilha sonora da vida de muita gente, como a minha por exemplo.E desejar apenas, que você continue nessa por muito tempo. Acrescenta aí todos aqueles clichês que eu esqueci.  Envelheça na cidade, querido carequinha! Ou melhor, em cima dos palcos õ/ Feliz aniversário!

E depois dessa encheção de saco, eu me despeço. ENEM tá chegando, e eu tenho que passar no vestibular ♫ Oh! Shit! Vou virar hippie e tocar violão na praça. O que cês acham ?

Enfim, é isso. Boa noite procês, e boa sorte pra quem vai fazer o vestibular. Até mais, minha gente!

Beijos da Gorda.

PS: Capital vai vir pra cá dia 24 de novembro. Esses véio vão me dar presente de aniversário em dobro. Como lidar ?
PS2: Quem tiver alguma banda boa do cenário underground, manda pra gente! Quem sabe ela não tá aqui na próxima entrevista do Museu de Novidades ? Não que seja grande coisa, mas acho que ajuda. Ou não.

Beijo Beijo,

Sarah Azevedo.

sábado, 13 de outubro de 2012

Entre Levadas e Quebradas...

A gente segue feliz, e nunca respeitando o aviso que diz, é proibido fumar ♫ Caramba, que mistureba eu fiz. Mas, quem se importa não é ?

Bom dia pra você que tá acordando, boa tarde pra quem tá na vibe, e boa noite pra quem tá se aprontando pra curtir a madruga boladona. Cheguei, para a alegria de vocês com mais um post banana.

É estranho, eu só poder ter tido tempo de terminar de ler o Levadas e Quebradas de ontem pra hoje. Logo na semana em que se completam 16 anos sem o tio barbudo russo, ou melhor... Renato Russo. Infelizmente, ele deve estar em algum canto por aí, vendo o que a sua geração Coca Cola tá fazendo. Sinceramente, ele não deve estar muito satisfeito. A não ser que ele tenha acesso a internet, leia o Desurindo e veja as bandas top na balada que habitam por aqui. Mas, chega de divagações. O papo agora é sério.

Pra quem não sabe, o Levadas e Quebradas, é um livro, lançado recentemente pelo baterista do Capital Inicial, senhor das covinhas, vulgo Felipe Lemos ou para os íntimos, Fê Lemos. Onde ele narra algumas aventuras e desventuras da banda, e relata algumas coisas do passado, como a época em que viviam na Colina, em Brasilia e coisas sobre o Aborto Elétrico.

Tudo começou com um blog. E logo, se tornou um livro. Mano, eu não imaginava que esse livro fosse mexer tanto comigo, como mexeu. Algumas partes, principalmente as que ele menciona o relacionamento que tem com os filhos, me deixou de uma forma muito sei lá. É quando você percebe que aquele cara que você vê  atrás dos bumbos e tem chapéu mó legal, que você o tem como o Rei da cocada preta, nada mais é que uma pessoa comum, como você. Que tem sentimentos, e que muitas vezes ninguém percebe isso. Ele é só mais uma pessoa, que quer ser feliz, e continuar na vibe, fazendo o que curte.

Outra coisa que me deixou mais abobalhada que o normal. A preocupação com o Aborto Elétrico e falar sobre a tão famosa baquetada, que teria gerado o fim da banda. E ligação forte que havia entre ele e o Renato, que eu sinceramente, não imaginava ser tão forte assim. As últimas páginas do livro, são dedicadas a desvendar o mistério da baquetada. E o que aconteceu, afinal ?

Sinceramente, nenhum deles se lembra, pois se passaram tantos anos. Fê teve que pesquisar, e acabou que eu também fui pesquisar. Na verdade, eu tinha alguns dvd's aqui, com algumas das entrevistas do Renato, citadas no livro. E velho, é aí que tu se liga... Que saca mais do rock de Brasília do que imaginava! E que existem muitas coisas, que você imaginava errado... Ê, poder da imaginação!

Algumas coisas, eu só atentei após ler o livro. Eu sempre disse que o Fê e o Flávio mudavam quando começavam a tocar as músicas do Aborto nos shows. Mas, principalmente o Fê. E em Música Urbana, parece que ele volta a ser aquele moleque que ensaiava na Colina, e que não sabia que futuramente seria o baterista de uma das maiores bandas de rock do Brasil. Mas, realmente o que me deixou mais embabacada, foi em ver a relação dos véio antigamente. A relação de amizade. De cumplicidade. Que por ouvir o som, e vê los lá em cima do palco, você acaba se esquecendo de que isso possa existir.

No fundo, esse livro fez com que eu abrisse os olhos. Todos ali, são pessoas, que trabalham fazendo o que curtem e são respeitados por isso. Tem suas familias, seus problemas. Suas horas de alegria, e de tristeza. Momentos de descontração e os momentos de fúria. Mas, que no final acabam virando apenas lembranças. E em alguns casos, virando um livro, para a nossa alegria.

Recomendo a todos, que querem saber um pouco mais sobre o rock de Brasília, sobre o Aborto Elétrico, sobre o Capital Inicial, e sobre a vida na estrada, desde de hotéis baratos, a hotéis cinco estrelas, que entrem nessas Levadas e Quebradas, do querido Fê Lemos! Ainda ganham de cortesia, um roteiro de alguns lugares onde não se deve comer, quando for visitar. Quer coisa mais legal que isso ?!

E é isso. Até mais uma Filosofia de Botequim por aí. Beijo procês.

PS: Tive a oportunidade e o prazer de poder conhecer o Fê pessoalmente, após 8 anos, quase metade da minha vida, esperando por isso. E foi uma das sensações mais incríveis do universo. Exceto pelo fato dele dizer que eu vou virar escritora, mas isso a gente resolve quando eu puder perturbá-lo novamente.

PS2: Quem tiver uma dica de banda, pra sair no Museu de Novidades, deixa nos comentários! Quem sabe, sexta que vem, ela não tá aqui, bombando no Desurindo ? Como se fosse grande coisa

PS3: Quem quiser comprar o livro do Fê, é só entrar em contato com a Livraria Cultura ou a Briquet de Lemos! Aí, é só fazer o pedido e ser feliz. Ou quem sabe, ver se não está vendendo numa livraria perto de você.

Beijos da Gorda.

Sarah Azevedo.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Fora do Eixo: Preciso me expandir pra clarear.

Senhoras e Senhores, leitores do Desurindo. A pessoa que vos escreve informa que normalmente, ela posta sobre música, mas hoje ela tá mais naquela vibe de ficar fazendo filosofia barata de botequim. Então, chega mais.

A história é a seguinte. Eu sempre achei o tempo uma coisa curiosa. E parece que ultimamente eu tenho pensado demais nisso. As vezes parece que minha vida é como uma eterna ampulheta. Nos momentos chatos, tipo aquela aula sonolenta ou uma prova em que o lema é "segura na mão de Deus e vai" os grãos de areia vão caindo lentamente, parece que se deliciando com a visão que estão tendo. Enquanto, naqueles momentos que deveriam ser congelados, os grãos de areia caem como se alguém estivesse sacudindo a tal ampulheta. É estranho. Pareço estar numa constante agitação. E o pior, daqui pra frente, só piora.

Estava lembrando essa semana, da época em que estava aprendendo a fazer contas de subtração de pedir emprestado e acertava, e me achava a rainha da cocada preta. Logo depois, vieram os teoremas de pítagoras da vida e as orações subordinadas. Eu já estava deixando o ensino fundamental.

E agora ? Agora, eu me encontro olhando pra lista de cursos de uma das melhores faculdades públicas do Rio de Janeiro.Me pergunto como a tal da ampulheta foi sacudida tão rápido e eu não percebi. Pra onde foi tudo o que aconteceu ? Tem coisas que eu nem me lembro que aconteceram ou como aconteceram. Eu olho pra todos os cursos, e me sinto como um cego no tiroteio.

Eu sempre fui daquelas que teve certeza do que queria pra vida. E agora, na hora de decidir, cadê a astúcia ? Pra onde foi toda aquela certeza ? Tá perdida por aí. Se alguém achar, eu agradeço se me apresentarem a ela de novo.

A verdade é que eu sou nova ainda. Tenho muito o que viver e acho que tenho muita coisa pra ver ainda. Preciso quebrar muito a cara ainda pra poder aprender e ver o que eu realmente quero. Preciso conhecer. Preciso experimentar. Tem tanta coisa que eu nunca vi.

Eu comecei a ter essas pensamentos na madruga boladona. Lendo o livro do baterista do Capital Inicial, Fê Lemos. Ele estava relatando sobre um show e escreveu o seguinte: " Nestes 25 anos, algumas pessoas eram presença constante, sempre que podiam apareciam. Mas, cresceram, os tempos mudaram, e nunca mais as vi. Acredito que isso vai acontecer também com esses novos fãs inveterados. Casarão, ou entrarão na faculdade e adeus... Mas, tenho certeza que se lembrarão da época em que eram loucos pelo Capital."

Fiquei pensando com meus botões. Remoendo essa frase na minha cabeça umas quinhentas vezes. Me imaginei em várias profissões, passando noites em claro estudando ( o que já acontece) e acabar me esquecendo das coisas boas que a vida tem. Das coisas boas que eu já vivi e que sei que tenho que viver. Na verdade, eu acho que é tudo um medo. Eu tô no escuro, sem nenhuma luz ou pré assistência. Por mais que me digam o que deve ser melhor pra mim, acho que essa resposta só cabe a mim dizer. Sei que as tentativas são na maioria das vezes de bom coração. Mas, se nem eu sei o que é bom, como os outros vão saber ? Como eu disse, na verdade eu acho que tenho medo. Medo de fazer as coisas, e depois não ter tempo pra consertar. Medo de sentir saudade de coisas que ainda não vi, e ficar me perguntando como seria se eu tivesse respondido 2, quando na verdade respondi um. A vida é um leque de opções, e ganha quem não tem medo de arriscar. Ainda tô como aprendiz nessa parte.

E é isso. Obrigada a vocês que se terminaram de ler. E quem não leu, vai virar hippie e tocar violão no centro de sua cidade. E se você é um vestibulando com crise do que quer pra vida, chega mais e vamo bater um papo. A vibe que tá aqui é da Banda Vivendo do Ócio, e a frase do Título é de uma música deles. Enfim, é essa parada aí. Boa noite procês.

PS: Sexta feira, tem entrevista procês e muitas coisas pra contar. Só adianto que a vibe tá muito concentrada no Nordeste.

PS2: Se tiverem alguma dica de banda que queiram ver aqui no Desurindo, manda um tweet, uma facebookada ou um sinal de fumaça com o nome! Se a banda for diva, ela vem parar aqui. O que não é grande coisa.

Beijos da Gorda, 

Sarah Azevedo.

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